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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

3 ANOS


Tá chegando a hora de comemorármos o nosso aniversário, eu e Alícia. Será pra sempre assim: 15 e 19, 15 e 19, 15 e 19. Eu acho meio estranho fazer festas homéricas para seres humanos de 90 cm, e 3 anos de vida, apenas. Mas produzir é comigo mesmo, então, acredito que haverá um dia em que farei um mega festa pra Alícia. Mas me recuso a fazer isso antes que ela complete 1,5 metro. (Oras...)

Ela vai fazer 3 anos daqui a duas semanas, e é uma criança bem eloquente (cof cof), pra não dizer tagarela! Ela sempre teve bastante habilidade oral, mas agora o negócio tá ficando sério, porque os assuntos estão cada vez mais complexos e a memória está cada vez mais eficaz. Vamos exemplificar isso: ontem ela estava na casa da minha amiga, porque a creche entrou em suas mini-férias, mas eu trabalhei até 18h, claro, e foi então que ela contava um "causo" qualquer e disse: "Minha mãe tá demorando... Ai ai... Essa minha mãe tá vaiajando na maionese" (!!!!!!!!) Após um instante de espanto, minha amiga rolou no chão de tanto rir, né? Poxa vida... Quem anda ensinando essas coisas pra criança? (Quem fui?)

A coesão de idéias é cada vez maior (incrível), mas eu ainda me impressiono bastante com certas coisas! Como não, né? Viajando na maionese é demais.. Ainda mais se tratando de mim. (hunf).

A parte chata da chegada aos 3 anos, foi a sua primeira birra clássica de se jogar no chão. Foi no carrefour, local super adequado à esse tipo de performance. Já vi uma porrada de crianças fazendo show em mercados (porque será, hein?) E comigo não foi diferente! Confesso que fiquei horrorizada com a capacidade da minha filha em ser rebelde! Não fiquei com vergonha, como a maioria dos pais ficam, mas fiquei com vontade de simplesmente ir embora. Fiquei com muita raiva, também! Motivo da birra: ela queria abrir um tic tac que estava no caixa, mas eu já estava comprando um kinder ovo, e ela nem curte tic tac. Uma bobagem, eu sei, mas não podia simplesmente me render aos berros dela! Então entramos numa disputa de forças. Foi péssimo. Ela estava muito cansada e com sono, pois foi um dia difícil, entendo!





terça-feira, 10 de julho de 2012

MATERNIDADE x VIDA SOCIAL


Ser mãe significa, dentre outras coisas, RENUNCIAR.... Depois que você passa a ter responsabilidades previstas na constituição, fisiológicas e ideológicas, sobre alguém, isso significa que será obrigado, ou praticamente forçado a deixar pra trás desejos e caprichos egóicos, como:
  1. Curtir um cinema com as amigas.
  2. Dar aquela esticadinha depois do trabalho.
  3. Encontrar aquela amiga de infância que mora fora, e está passando uns dias na cidade.
  4. Tomar um champanhe num lugar super cool, com música boa e gente legal.
  5. Ir ao aniversário daquela amiga incrível, cheio de pessoas interessantes.
  6. Assistir um filme e comer pipocas (cof cof) na casa daquele amigo gente fina.
  7. Passar o final de semana na Chapada, acampada na São Bento.
  8. Ou todas as alternativas à cima juntas num só fim de semana.
Ao invés disso, você irá assistir discovery kids, comer frutas, dar banho numa criança linda, limpar o nariz cheio de meleca, passar pomada nos 50 dodóis dela e ler a Branca de Neve pela milésima vez.

É bom que só também, acredite!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O Choro Performático

Alícia completou 6 meses um dia desses, e é nítida a sua evolução de comunicação por meio do choro! É um choro forte, dramático, quase teatral. Não que seja fictício ou interpretado, mas eu diria que performático, quase falado. Eu nunca vi algo parecido. Durante seus primeiros meses de vida eu atendia imediatamente a qualquer tipo de choro que fosse, e oferecia o peito. Dava super certo. Mas assim que ela foi amadurecendo, percebi que deveria ponderar como proceder em cada situação. Verificar e interagir de forma mais justa com as necessidades dela! Afinal de contas o caminho mais fácil nem sempre é o melhor. E é o que tenho feito. Devagar, com amor e paciência nós vamos administrando essa relação com atenção e organização dos atos e dos sentimentos.